Relato XIII
Tudo ao mesmo tempo agora
Todo fim de semestre é a mesma coisa:
correria, estresse, prazos a cumprir...
Queria que o mundo parasse pra mim descer.
Sumir, me esconder, cavar um buraco e me enterrar,
ficar em baixo da cama...
Como um narrador estressado,
não estou fluindo muito bem ultimamente.
Ela que o diga.
Nunca mas a tratei bem.
Só com patada e respostas curtas e objetivas.
Num ato sexual possuído até a machuquei.
Não sei quando isso vai passar,
essa nuvem negra que aterrizou em minh'alma.
Quando o sol voltará raiar por aqui?
Em breve, esperamos.
Mas ela não se esqueça que ela é de minha posse,
e por mais que eu esteja mau,
e a trate com desdém, eu ainda a amo,
e quero viver um bom tempo ao lado dela.
Ela menina mulher minha personagem.
Ela tem que ser forte o suficiente para me erguer quando eu cair,
e me dar um basta quando achar devido.
Tem que me tratar bem, e não ligar pras possíveis
atrocidades faladas por mim,
este solitário narrador,
que só tem a ela de companhia para viva.
E não se esqueça:
Sou seu maestro, seu Frankeinstein
Sou seu boneco, eu sou seu neném
Seu mascarado, sou seu Romeu
(Créditos pra Adriana)
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